A gestão de uma empresa vai muito além de conhecer seus números e seu mercado de expansão. Cada vez mais executivos e gestores se especializam em diversas áreas com o intuito de otimizar seu crescimento, baseados em tendência globais.

Uma matéria de extrema importância às empresas, de qualquer tipo de atividade e, que não deve ser negligenciada é a gestão do passivo trabalhista e tributário, como forma de geração de resultados positivos.

Tal administração, no entanto, requer um pouco de conhecimento sobre o assunto e também o acompanhamento de um especialista. O que vale dizer é, que sem esse tipo de atividade, sua empresa pode deixar de ganhar dinheiro e até mesmo sofrer grandes golpes financeiros.

Qual a função da administração de um passivo trabalhista?

Para compreender melhor o tema, devemos primeiramente saber que o passivo trabalhista são as dívidas, em sua totalidade, geradas quando um empregador, seja pessoa física ou jurídica, não cumpre suas obrigações trabalhistas. Também se incluem no montante do passivo recolhimento correto dos encargos sociais.

Sendo assim, a gestão do passivo trabalhista tem como principal foco realizar um planejamento trabalhista preventivo e gerir as inúmeras reclamações trabalhistas movidas em razão de uma cultura ultrapassada.

Administrar as dívidas existentes e se precaver contra possíveis passivos é uma forma de alimentar a lucratividade de um negócio. A atual reforma na legislação trabalhista fez com que fossem instituídas novas opções que podem beneficiar o empregador nesse sentido.

A empresa deve mudar a sua mentalidade em relação à administração de um passivo trabalhista. A ideia de contratar advogados apenas no momento em que recebe uma reclamação trabalhista deve ser substituída por uma política de planejamento e gestão do passivo trabalhista através de profissionais especializados.

Isso fará com que diminuam os problemas na área e exista um planejamento trabalhista antes mesmo de iniciar suas atividades, sendo assim contempladas com melhores resultados.

Porém, em muitos casos, o passivo já existe e necessita ser gerido de forma emergencial. Nesse mesmo contexto a empresa deve buscar por um especialista, que possa estudar cada caso concreto e encontrar formas de renegociar ou até eliminar parte desse montante de dívidas.

E como se forma o passivo tributário?

É muito comum que uma empresa, ao enfrentar uma crise financeira ou de instabilidade, deixe de recolher uma série de tributos. Essa é a principal razão pela qual milhares de empresas hoje são devedoras de algum tipo de tributo no Brasil.

Porém, com a prática continuada e o não pagamento dos tributos atrasados, a empresa entra em uma bola de neve de impostos atrasados, ocasionando um passivo tributário.

Esse passivo ficará em aberto, sendo cada dia maior, pela incidência direta de juros e podendo levar rapidamente a ações judiciais e bloqueios de bens e valores da empresa devedora.

Quais as consequências da não administração dos passivos trabalhistas e tributários para uma empresa?

As dívidas não administradas de passivos trabalhistas e tributários podem levar facilmente uma empresa à falência. Além disso, vale lembrar, que em ambos os casos o empresário pode ter os seus bens como pessoa física bloqueados, agravando ainda mais a situação geral financeira.

A dívida tributária pode levar uma empresa ao fechamento com muita facilidade. Já as dívidas trabalhistas podem fechar uma empresa de maneira mais rápida, pois a Justiça do Trabalho age com eficiência para penhorar valores para o pagamento de passivos trabalhistas, devido ao tipo de relação existente entre trabalhador e empregador.

Administração de passivos para a obtenção de resultados

O primeiro ponto que deve ser avaliado pelo empresário é que o risco de se manter passivos sem a devida gestão pode custar a vida de uma empresa e sérias consequências jurídicas e financeiras.

Também é importante lembrar que a gestão do passivo não deve comprometer o resultado final do trabalho empresária, mas sim auxiliar na geração de caixa que pode servir inclusive para o pagamento de dívidas.

Nesse sentido, deve ser feita uma análise criteriosa da situação real das dívidas, trabalho que deverá ser exercido por uma equipe especializada. Posteriormente, deverão ser estudados o fluxo de caixa, a correção do desperdício e a reordenação de despesas. Esse tipo de gestão pode ser uma grande aliada na superação de crises financeiras, porém atentando-se para a gravidade de cada caso.

Essa gestão efetiva será importante para constituir aportes financeiros que possam comprometer-se com o pagamento das dívidas trabalhistas e tributárias, sem que com isso seja comprometida a lucratividade da empresa, ou seja, toda a mentalidade deverá ser repensada.

No contexto de crises econômicas deve haver no âmbito empresarial uma total mudança comportamental e não é incomum que seja utilizada a inadimplência como estratégia de sobrevivência.

Porém, o que não se pode perder neste momento é a instituição de um planejamento transparente e que gere confiança para os credores.  A gestão responsável do passivo é a melhor alternativa à recuperação judicial, extrajudicial ou a falência, a que se submete o empresário e a sociedade empresária.

Para que essa gestão funcione o passivo trabalhista e tributário deve ser tratado com responsabilidade, por uma equipe que tenha aptidão técnica para avaliar e orientar todo o processo.

Se você quer saber mais sobre o tema ou tirar qualquer dúvida do assunto, procure hoje nossa equipe e fale com um advogado especializado.         

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