Cada vez mais difundida nos meios de comunicação, a Gig Economy já faz parte da rotina de inúmeras empresas dos mais variados seguimentos. Também chamada de economia compartilhada, tem como característica a adoção de novas relações de trabalho, através de projetos desenvolvidos a partir de empregos temporários ou autônomos (freelancers), cuja remuneração se dá por demanda ou por permuta de serviços.

A utilização de tecnologias, especialmente plataformas de comunicação, e a possibilidade de se desenvolver inúmeras atividades de forma remota e flexível fomentam o crescente interesse de empresas e trabalhadores. Enquanto estes buscam novas alternativas de renda e maior flexibilidade para desempenhar suas funções, aquelas visam reduzir custos e se tornar mais competitivas, atendendo à dinâmica demanda de seu mercado consumidor.

Diversas atividades podem ser desenvolvidas a partir desse modelo. Desde serviços de entrega e logísticas até demandas de design, multimídia, tecnologia da informação e consultorias. Segundo levantamento elaborado pela plataforma Workana (2018), 44% destes profissionais possuem curso superior, 73% realizam entre dois e quatro projetos de forma simultânea, 28% são freelancers em tempo integral e 80% trabalham em home office.

O desafio para as empresas que buscam profissionais da Gig Economy exige a adoção de estratégias que permitam, ao mesmo tempo, atrair e engajar esses trabalhadores e, sobretudo, que traga risco hábil a afastar a redução de custos e o ganho de competitividade pretendidos, como por exemplo, eventual descaracterização da contratação e os consequentes encargos fiscais e trabalhistas. Por ser um mercado extremamente volátil e em constante inovação, conhecê-lo é a premissa essencial. Assim, recomenda-se a contratação por intermédio de uma das diversas plataformas disponíveis, cujo contrato deverá delimitar objetivamente o projeto a ser desenvolvido e prazo para entrega.

Sendo altamente flexível e inexistindo vínculo empregatício, engajar esses trabalhadores e comprometê-lo com a qualidade do resultado é um obstáculo a ser enfrentado. Inserir esses profissionais em metodologias de trabalho integradas e unificadas pela empresa, com canais de feedbacks e constante medição de indicadores, permite a colaboração conjunta e a criação de um elo de confiança, refletindo em maior engajamento e qualidade na entrega.

A Gig Economy é uma realidade que tende a estar cada vez mais presente no ambiente corporativo. Cabe a cada empresa avaliar se suas características atenderão integralmente suas demandas internas e externas. Se bem desenvolvida, representa alternativa não somente para redução dos custos de transação e aumento da competividade, mas também como ferramenta para escalar o negócio e ampliar seu mercado consumidor.

Autor: Willian Machado

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